Poucos pratos representam tão bem a identidade gastronômica de Franca quanto o Filé à JK. Mais do que uma receita, ele faz parte da memória afetiva da cidade, reunindo famílias e amigos há décadas em torno de uma tradição que atravessa gerações.
Entre os restaurantes que ajudaram a preservar essa tradição está o Restaurante Gasparini, que há décadas tem o Filé à JK como um dos pratos mais conhecidos de seu cardápio. Para muitos francanos, experimentar o JK no Gasparini também é uma forma de reencontrar um sabor que faz parte da história da cidade.
Como surgiu o Filé à JK?
A origem do prato está cercada por uma das histórias mais conhecidas da culinária regional. Segundo a versão mais difundida, ele teria sido inspirado em uma receita servida ao então presidente Juscelino Kubitschek durante sua passagem pelo Grande Hotel de Araxá, em Minas Gerais.
Acredita-se que um cozinheiro que trabalhou naquele ambiente tenha levado a ideia para Franca, onde ela foi adaptada ao paladar local e ganhou características próprias.
Como acontece com muitas tradições populares, não há registros históricos capazes de confirmar sua origem com absoluta precisão. Algumas versões atribuem sua criação diretamente a Juscelino Kubitschek; outras entendem que o nome seria apenas uma homenagem ao ex-presidente.
Independentemente da origem exata, o Filé à JK se consolidou em Franca a partir da segunda metade do século XX e passou a ocupar um lugar de destaque na culinária local.
O que tornou o prato tão famoso?
Ao longo dos anos, a receita chegou ao formato que a tornou conhecida: um generoso filé mignon à milanesa, recheado com presunto e queijo, coberto por molho e acompanhado de arroz, batata frita e banana à milanesa.
A fartura é uma de suas principais características, fazendo do Filé à JK um prato associado à convivência entre familiares e amigos.
No Gasparini, essa tradição permanece presente no cardápio e ajuda a explicar por que o restaurante se tornou uma das referências quando o assunto é o famoso prato francano.
Por que o Filé à JK é patrimônio de Franca?
O reconhecimento do prato ultrapassou o universo da gastronomia. Em 2013, o Filé à JK foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Franca, passando a integrar o patrimônio histórico e cultural da cidade.
O reconhecimento valoriza não apenas a receita, mas também a memória, os costumes e o significado que o prato adquiriu para a população francana.
Uma tradição que continua à mesa
Hoje, experimentar um Filé à JK é também conhecer um pedaço da história de Franca. E restaurantes tradicionais como o Gasparini têm papel importante nessa preservação, mantendo o prato no cotidiano da cidade e levando essa tradição para novas gerações.
Mais do que uma receita, o JK representa uma parte da identidade francana, uma história que continua sendo contada, geração após geração, ao redor da mesa.



